sexta-feira, 13 de abril de 2012

Programa Miscelânea Pop 70 - 13/04/2012



Mea Culpa: Husker Du no bloco de bandas que nunca tocamos aqui

LANÇAMENTOS
- JACK WHITE
- SPECTOR
- MINISTRY
SHOWS 
- PATA DE ELEFANTE
-  TOMADA
- AGENT ORANGE
- BRUJERIA
FILME
- A TODA PROVA
TRILHAS SONORAS
- THE CLASH (Trilha sonora de Billy Elliot)
- MGMT (Trilha sonora Quebrando a banca)
MOMENTO OUTRAS VERSÕES
- AUTORAMAS (Versão  de New Order)
- LACUNA COIL (Original do Depeche Mode)
FUNDO DO BAÚ – ESPECIAL DESPEDIDA DO PROGRAMA: TUDO O QUE A GENTE SEMPRE QUIS TOCAR MAS NÃO TEVE OPORTUNIDADE                                                                                                                                                          
- HUSKER DU
- MORPHINE
- FUGAZI
- MC5

sexta-feira, 30 de março de 2012

Programa Miscelânea Pop 69 - 30/03/2012





LANÇAMENTOS
Body Count toca o puteiro no especial Músicas de Sacanagem
- GOTYE
-  MUNICIPAL WASTE
- VAN HALEN

SHOWS 
- JELLO BIAFRA & GUANTANAMO SCHOOL OF MEDICINE
-  THE MISSION
- THE VACCINES

FILME
- HELENO

TRILHAS SONORAS
- ULTRAVOX (Trilha sonora de Awaydays)
- STEPPENWOLF (Trilha sonora de amizade colorida)

MOMENTO OUTRAS VERSÕES
- PLANET HEMP (Regravação dos Mutantes)
- PRETENDERS (Original do The Kinks)

FUNDO DO BAÚ – ESPECIAL LETRAS DE SACANAGEM                                                                                  
- BODYCOUNT
- LOVAGE
- NINE INCH NAILS
- RED HOT CHILLI PEPPERS

sexta-feira, 16 de março de 2012

Programa Miscelânea Pop 68 - 16/03/2012


Garotos Podres no Momento Fundo do Baú
MOMENTO DIRETO DO FORNO

- RUBINHO TROLL
-  MARS VOLTA
- TERRORIZER

SHOWS  

- ATTAQUE 77
-  NAÇÃO ZUMBI
- THE METEORS
FILME

- RAUL SEIXAS – O INÍCIO, O FIM E O MEIO

TRILHAS SONORAS

- TRENT REZNOR & KAREN O (Millenium – Os homens que não amavam as mulheres)
- THE CRAMPS (A volta dos mortos vivos)

MOMENTO OUTRAS VERSÕES

- THE BLACK KEYS (Regravação de Buddy Holly)
- SONIC YOUTH (Regravação de Delaney & Bonnie)

FUNDO DO BAÚ – Especial 30 anos do Festival Começo do Fim do Mundo - 1982                
          
- INOCENTES
- GAROTOS PODRES
- RATOS DE PORÃO
- FOGO CRUZADO

sexta-feira, 2 de março de 2012

Programa Miscelânea Pop 67 - 02/03/12



Especial de 30 anos do 1º álbum da Blitz no Momento Fundo do Baú
LANÇAMENTOS
- AIR
-  HOWLER
- FILHOS DA JUDITH
SHOWS 
- NADA SURF
-  MORRISSEY
- ATARI TEENAGE RIOT
MOMENTO NA TELONA
– FILME “DRIVE”
MOMENTO TRILHA SONORA
- BOB DYLAN (Trilha sonora de O grande Lebowsky)
- PRODIGY & TOM MORELLO (Trilha sonora de Gigantes de aço)
MOMENTO OUTRA VERSÃO
- TEENAGE FANCLUB – (tocando Alex Chilton)
-  SODOM – (fazendo cover do Motorhead)
FUNDO DO BAÚ
Especial 30 anos do lançamento de “As aventuras da Blitz”, o 1º álbum da Blitz, considerado o marco zero do rock nacional nos anos 80.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Howler, os Strokes da vez

Convenhamos que às vezes essa história de "Novos Strokes" acaba soando como uma piada criada pelo jornalismo musical, sempre ávido pelo próximo hype.
O Howler é uma banda formada em Minneapolis, Estados Unidos, com cinco garotos na faixa dos 20 anos, que teve seu primeiro disco lançado recentemente pela gravadora Rough Trade, sendo muito bem recebido pela crítica, que não demorou em apontá-los como os Strokes da vez.
Excepcionalmente neste caso, a comparação faz algum sentido. A semelhança não está apenas na formação de quinteto, ou por ser uma banda norte-americana surgida após um longo período de estiagem na cena roqueira, em que poucos novos grupos conseguiram chamar a atenção.
Assim como Is this it, o aclamado álbum de estreia da banda novaiorquina, America give up traz 11 faixas, que podem ser ouvidas da primeira até a última, sem pular nenhuma, dosando músicas dançantes, guitarras garageiras e rústicas, com vocais ora preguiçosos, ora nervosos, usando efeitos de distorção, revelando ótimas influências, que vão do Proto-Punk dos anos 70 ao Indie Rock dos anos 2000, com pitadas de Surf music.
I told you once tem aquela pegada contagiante de Last Nite, ideal para levantar a galera numa pista de dança roqueira, com seu refrão do tipo para cantar junto, gritando.
 O fato é que não dá para destacar uma ou outra música entre Beach sluts, que abre o álbum, e Black Lagoon, que o encerra, pois America Give up apresenta uma sucessão de boas músicas, que dá vontade de acionar o play novamente ao final.
Ainda é cedo para dizer se eles irão construir uma trajetória de sucesso ou se vão cair no esquecimento daqui a alguns anos. O que se pode afirmar agora é que os caras fizeram uma estreia classuda, sem grandes inovações, que se por um lado não vai revolucionar nada no rock, pelo menos vai trazer um pouco de diversão para a nova geração. E isso era tudo o que estava faltando no momento.

PS: O Howler vai se apresentar no Brasil, nos dias 24 e 25 de fevereiro, em São Paulo e Porto Alegre, respectivamente, no Beco 203. Uma ótima oportunidade de conferir a banda ao vivo, justo no momento em que ela está sendo apontada como "The next big thing".

Ouça "This one's different" no player abaixo:

 


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Messias Elétrico resgata a sonoridade dos anos 70 em seu 1º disco

A banda Alagoana Messias Elétrico lançou no final do ano passado seu debut, pela Baratos Afins, a pioneira dos independentes no Brasil, com produção fonográfica de Luiz Calanca, proprietário do selo e da famosa loja de discos localizada na Galeria do Rock, no centro de São Paulo.
Mantendo o padrão de qualidade que sempre permeou os lançamentos da Baratos Afins, este registro traz de volta aquela sonoridade tipicamente setentista, apresentando um interessante cruzamento de Hard Rock com Progressivo.
O quarteto formado por Fernando Coelho (bateria), Pedro Ivo Araújo (Guitarra e voz), Alessandro Mendonça (baixo), e Leonardo Luiz (Teclado e vocal), - os dois últimos são ex-integrantes do Mopho - demonstra uma musicalidade apurada, e deixa transparecer nas 5 faixas de seu álbum de estreia, a influência de bandas nacionais como O Som Nosso de Cada Dia, O Terço, Casa das Máquinas, Mutantes (em sua fase progressiva) assim como das gringas Black Sabbath (seria coincidência a capa lembrar bastante Born again?) , Deep Purple, UFO, Rush, Focus, Yes, entre outros.
Mas não vá pensando que tudo aqui seja datado e saudosista, ou uma mera tentativa de reproduzir algo que soe como na década de 70...Apesar das bandas citadas acima serem influências declaradas deles, como fica perceptível no decorrer do álbum, a banda consegue imprimir sua marca pessoal em cada música, além de revitalizar este estilo que se encontra tão desgastado há décadas.
O grande mérito do Messias Elétrico é não se prender às velhas fórmulas, ter liberdade de expandir seus horizontes musicais para além das convenções do Progressivo ou Hard Rock tradicional, ao acrescentar grooves que remetem à soul music e emanações psicodélicas em sua receita. Isso fica claro nos 12 minutos "The last groove", um tema dividido em 4 partes, totalmente distintas entre si, que desde já, pode ser considerada uma obra prima do Prog Rock tupiniquim.
Parabéns à Baratos Afins por mais um lançamento de qualidade.
  02 - Messias Elétrico - Messias Elétrico by Tadeu Alcaide

domingo, 25 de dezembro de 2011

Os melhores álbuns nacionais de 2011

Ok, 2011 já terminou, mas o Miscelânea Pop ainda está analisando muitos lançamentos nacionais e, ainda que tardiamente, conseguiu fechar a sua lista de melhores discos brazucas do ano, com a certeza que vai ter de fazer um novo post em breve, para fazer menção a alguns álbuns que ficaram de fora, na já tradicional repescagem pós ano-novo.
Enquanto isso, confira a nossa listinha nacional dos melhores de 2011, que foi bem produtivo em termos de bons lançamentos musicais, nos mais variados estilos.
E que em 2012 surjam ainda mais coisas boas na música brasileira.

- Bixiga 70 - Bixiga 70
Em meio à enxurrada de novos grupos que surgiram fazendo música instrumental nos últimos anos, o Bixiga 70 conseguiu se destacar, fazendo uma interessante fusão de ritmos latinos, samba-jazz, afrobeat, dub e mais uma infinidade de estilos musicais, que estimulam a imaginação, como se fosse uma trilha sonora para um filme imaginário. Música que faz nosso corpo se mexer involuntariamente, impossível de se ouvir parado.



- Lê Almeida - Mono maçã
Depois de ter lançado alguns EPs em esquema de produção caseiro, Lê Almeida chega a seu primeiro álbum cheio, lançado até no formato de Vinil, onde destila toda sua influência das bandas lo-fi que sempre permearam sua obra, como Pavement, Guided by Voices e o cultuado músico e compositor Daniel Johnston, adicionando um pouco de psicodelia na receita, criando um disco deliciosamente pop e alternativo, na mesma medida.


- Poucas Trancas - Pare! Olhe! Escute!
Este quarteto de Santo André alcançou uma notável evolução musical neste álbum, com um belo trabalho autoral, letras carregadas de um humor crítico e irônico, sem medo de deixar transparecer suas influências mais evidentes, como Mutantes, Secos e Molhados, Tom Zé, Raul Seixas, The Who, entre outros, demonstrando uma interessante fusão de MPB de vanguarda, tropicalismo e Rock dos anos 60 e 70.



- China - Moto contínuo
Em seu terceiro álbum em carreira solo, o ex-Sheik Tosado, músico e VJ China, conseguiu se reinventar, em canções de fácil assimilação, soando mais pop do que em seus trabalhos anteriores, porém sem perder a mão em algumas canções mais pesadas. Boa Viagem, a faixa de abertura, além de fazer referência à praia mais famosa de Recife, também é uma saudação ao ouvinte, deixando um belo cartão de visitas para o que vem pela frente.


- Tomada - O inevitável
O quinteto paulistano Tomada é uma das mais autênticas bandas brasileiras que ainda preservam a essência do Rock'n'Roll, sintetizando o que há de melhor no gênero, em ótimas canções que flertam com o Blues Rock, o Rockabilly, o Hard Rock, Psicodelia e até se arriscam em algumas baladinhas. Além da excelente base instrumental, merece destaque o poderoso vocal de Ricardo Alpendre.


- Madame Saatan - Peixe Homem
Diretamente de Belém do Pará para o Brasil, o Madame Saatan despontou como uma das mais instigantes bandas do rock pesado na atualidade, que envereda pelo Hard Rock, Heavy Metal e Nu-Metal, mantendo a pegada nervosa em seu segundo álbum, cheio de riffs de guitarra poderosos, uma cozinha segura e o vocal potente da loiríssima Sammliz. O mais legal é que as músicas são cantadas em português, algo raro nas bandas que trilham este gênero.


- Los Porongas - O segundo depois do silêncio
 Depois de um álbum de estreia irretocável, a banda acreana Los Porongas se deparou com o desafio de lançar o segundo disco que tivesse canções tão fortes quanto em seu antecessor, porém sem soar repetitivo ou cair na mesmice. Para isso, fizeram um disco cheio de participações especiais, com músicas inspiradas, letras carregadas de versos poéticos, e uma diversidade musical que surpreende a cada faixa, passando com louvor no famigerado teste do segundo álbum.



- Autoramas - Música crocante
Financiado pelos fãs da banda, através do sistema crowdfunding, Música Crocante fez o investimento dos colaboradores valer cada centavo, em 13 faixas que trazem aquele coquetel musical de garage rock/surf music/jovem guarda/new wave que consagrou a banda de Gabriel Thomaz, marcando a estreia da baixista Flávia Couri em um álbum de estúdio da banda. A "Crocância" do título está presente em cada uma das músicas, que coloca o sexto trabalho dos Autoramas como um dos melhores de sua discografia.



- Mopho - Volume 3
Pouco mais de 10 anos após o lançamento de seu aclamado álbum de estreia, a banda Alagoana Mopho volta com seu 3º disco,  que presenteia os fãs com 10 músicas que são verdadeiras pérolas do rock psicodélico/progressivo nacional, destilando boas influências que vão dos Beatles a Pink Floyd, de Mutantes a Secos e Molhados, tudo com uma produção cuidadosa, que deixou tudo soando de maneira mais limpa e cristalina, sem mencionar a arte do encarte, que é um show a parte.


- Karina Burh - Longe de onde 
Esta cantora Baiana, criada em Pernambuco, se revelou uma das artistas mais criativas da nova geração. Depois de "Menti pra você", seu elogiado primeiro álbum, ela conseguiu gravar um trabalho bem diferente do anterior, com músicas mais pesadas, porém mantendo a qualidade de suas composições, que demonstram toda sua versatilidade. Muito bem acompanhada por músicos do calibre de Edgard Scandurra, Fernando Catatau, Guizado, entre outros, Karina Buhr conseguiu fazer um disco que a coloca em lugar de destaque na nova música brasileira.



- The Baggios - The Baggios
O melhor álbum de estreia de uma banda de rock nacional em muitos anos. Assim pode ser definido o disco homônimo da banda Sergipana The Baggios, que na realidade é um duo, de guitarra/voz e bateria, que bebe na fonte do Blues Rock Garageiro do White Stripes, Black Keys e de Raul Seixas. As participações de músicos convidados, adicionando teclados, naipe de metais, gaita assim como o dueto com Hélio Flanders, vocalista do Vanguart, acrescentaram uma sustância maior ao Blues Rock Garageiro do The Baggios.




- Criolo - Nó na orelha
Um dos discos mais comentados e premiados de 2011 foi concebido por um talentoso músico e compositor surgido na periferia da zona sul de São Paulo. Neste, que é seu segundo álbum, Criolo criou canções que passeiam com naturalidade entre o samba, Rap, Bolero, Rap, Reggae, evidenciando toda sua capacidade criativa a serviço da boa música, que dialoga tanto com os manos da quebrada, quanto com o público modernoso que frequenta as baladas no Baixo Augusta. Um sopro de renovação na MPB atual.